domingo, 3 de março de 2013

Nossa Belmonte

por Dr. Augusto Pedreira

Nossa Belmonte, com uma vocação para o Carnaval que traduz a beleza da terra associada à felicidade do seu povo, mais uma vez neste ano festejou os dias do rei Momo em toda sua plenitude para alegria dos nativos e visitantes; de longe, saudoso, acompanhamos a festa em todos seus dias. Esses dias festivos e de sonhos, com seus blocos, cordões e fantasias já seriam inesquecíveis por si só se não aparecessem duas caretas notórias, conhecidas e famosas adornados um, com a mesma fantasia que muito bem carregou em todo seu vitorioso trajeto e outro, animado pela festa e a pródiga quantidade do etílico, podendo-se dizer até... com um ar ingênuo diante da posição e colocações cuidadosas e estudadas do careta ao seu lado, dando ambos uma demonstração da triste realidade do comportamento humano e assim ofuscando o brilho e a filosofia daqueles dias que sempre foram de folia e brincadeira. “Carnaval da paz” foi intitulado aquele descabido e inapropriado encontro traduzido com palavras, gestos e atitudes que fizeram tremer nos seus túmulos os ossos dos homens dignos que habitaram esta terra. A coisa fica mais séria quando lembramos que um em palanque chamava o outro de barriga disso, cabeça daquilo, prefeito bola murcha e etc... ao mesmo tempo que em atitude censurável projetava imagens, pra todo mundo ver, de pessoas chamando-as de traíras, cornudos e deploráveis outras coisas mais. Até que seria aceitável esse “encontro” se acontecesse daqui a algumas décadas e olhe lá, mas, isso foi praticamente ontem; as desavenças ainda não foram digeridas pelo povo, pequenos mortais que ficam à mercê desses cidadãos. E como ficarão os seus seguidores que lutaram, trabalharam, botaram a cara na reta? Serão também aceitos e perdoados por ambos? Ou será que tudo foi, no passado ou no presente, uma encenação hollywoodiana com a intenção de vantagens, ganhos e proveitos? Ou pior ainda seria tudo uma vingança precoce e pueril dos recentes acontecimentos da política local que foram apelidados de “traição”. Passado o Carnaval vem a quaresma, vamos rezar e chorar por ti Belmonte!!!

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