quinta-feira, 25 de julho de 2013

ENTREVISTA: socióloga Maria da Glória Gohn

Para socióloga, população que foi às ruas em junho é crítica em relação à atual forma de fazer política, a partidos e aos sindicatos

A socióloga Maria da Glória Gohn, professora da Unicamp e especialista em movimentos sociais, autora do recém-lançado "Sociologia dos movimentos sociais" (Cortez Editora), em entrevista concedida ao jornalista Marcelo Beraba  (Estadão), afirmou: "Os jovens de 68 queriam participar da política, eram contrários às políticas conservadoras e porta vozes de políticas libertárias, aderiam a grupos com ideologias políticas; os manifestantes de 2013 querem outra política, diferente dos termos e formas como tem sido praticada. Querem outra política sem enquadramentos partidários e ideológicos, mais libertários. Em 68 propunham-se alianças com operários e camponeses. Em 2013 não se coloca a questão de alianças de classe; questões da ética, da moralidade pública são prioritárias. Em síntese: em 68 os jovens queriam mudar a sociedade via mudanças políticas. Hoje, querem mudanças na política via atuação diferenciada do Estado no atendimento à sociedade. Não negam o Estado, querem um Estado mais eficiente."

Como bem aponta Marcelo Beraba, a população que se identificou com os movimentos de rua de Junho não atendeu à convocação das centrais sindicais para o Dia Nacional de Luta, em 11/07. A nova geração de jovens não se identifica com as formas de organização existentes e reage ao modelo de sociedade em que vive, "de muito consumo, mas de qualidade de vida sofrível".

Leia a excelente entrevista com a socióloga Maria da Glória Gohn na íntegra: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,apos-atos-governo-nao-tem-interlocutores,1053152,0.htm


QUESTÕES:
1. Como a socióloga define os movimentos sociais de Junho no Brasil?

2. Para a socióloga como se diferenciam os movimentos de 1968 e dos anos 1990 no Brasil?

3. O que querem os jovens brasileiros que foram para as ruas protestar?

4. Em que ideologias estes movimentos se inspiram?

5 comentários:

  1. 1- Define o estados de indignação face à conjuntura política nacional. A população de diferentes classes e de diferentes idades se reuniram revoltados com os elevados investimentos em eventos esportivos, a persistência dos índices de desigualdade social, inflação, denúncias de corrupção, clientelismo político, a PEC 37 entre outros fatores que elevaram a insatisfação dos cidadãos que sairam às ruas exigindo melhores condições de transporte público, saúde e educação.

    2- Os movimentos de 1968 tive como objetivo a luta contra o regime militar, a população exigia a participação da sociedade que se modernizava. Os movimentos de 1990 era voltados para a questão da ética e dos direitos.

    3- Eles querem ser escutados, querem falar e denunciar o desrespeito aos diretos dos cidadãos, e ter canais próprios para expressar demandas que não são específicas da categoria jovem, mas de toda sociedade. que querem educação de qualidade (que inclui mais verbas, salários dignos, infraestrutura física adequada, formação para professores e demais profissionais da rede pública, bibliotecas e salas de informática, metodologias adequadas, transporte gratuito para os estudantes etc.) Para o ensino superior não aceitam ações apenas informadas por índices e provas, políticas de cotas, programas como PROUNI, etc. Na área da saúde idem.

    4- Variadas fontes, alguns do anarquismo e socialismo libertário, grupos ressuscitam e renovam leituras sobre a solidariedade, a liberdade dos indivíduos, a autogestão, e a esquecida fraternidade-retomada nas ações de enfrentamento à repressão policial, outros pelo humanismo com visões holísticas e comunitaristas.

    Alunas: Karoline Freire Ferraz e Natânia Oliveira Pena
    Serie: 3 ª ano Turma: B (NOTURNO)

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  2. 1 - Idignação da população contra o governo nacional, as mobilizações adquiriram, nestes eventos, caráter de movimento de massa, de protesto, revolta coletiva, aglutinando a indignação de diferentes classes e camadas sociais, predominando a classe média propriamente dita; e diferentes faixas etárias.

    2- 1968 foi marcado, no Brasil, por movimentos que lutavam, em primeiro lugar, contra o regime militar vigente, em segundo pelo desejo de participar em uma sociedade que se modernizava mais ainda tinha acessos restritos. A década de 1990 também é um referencial comparativo interessante para o caso brasileiro porque o protagonismo da sociedade civil despertou, na época, para a questão da ética e dos direitos.

    3- Querem falar expressar, exigir melhorias na saúde educação e transporte público gratuito.

    4-Inspiram-se em variadas fontes, segundo o grupo de pertencimento de cada um. Como rejeitam lideranças verticalizadas, centralizadoras, não há hegemonia de apenas uma ideologia, utopia ou esperança que os motivam.

    Alunas : Larissa Lacerda e Taise Oliveira Brito
    Serie: 3 ª B

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  3. Gian Ferraz Pinto
    3º A

    Atividade respostas

    1- Os movimentos ocorridos em junho no Brasil foram denominados pela mídia e outros como manifestações. As mobilizações adquiriram nestes eventos, caráter de movimento de massa, de protesto, revolta coletiva, aglutinando a indignação de diferentes classes e camadas sociais.

    2- Os movimentos de 1968 lutavam contra o regime militar vigente, pelo desejo de participar em uma sociedade que se moderniza cada vez mais. Na década de 1990 os movimentos estavam presentes nas edições do Fórum Social Mundial e foi de forma transnacional.

    3- Os jovens querem ser escutados, querem falar e denunciar o desrespeito aos direitos dos cidadãos, e ter canais próprios para expressar demandas que não são específicas da categoria jovem, mas de toda sociedade.

    4- Não houve hegemonia de apenas uma ideologia. Alguns retiraram da esquerda ensinamentos sobre a luta contra o capital, do anarquismo e socialismo libertário, grupos renovaram leituras sobre a solidariedade e a liberdade entre os indivíduos.

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